Blog do Fabio Jr

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terça-feira, 6 de outubro de 2026

R$ 370 BILHÕES EM UM PREGÃO. E VOCÊ ACHA QUE ISSO NÃO TEM NADA A VER COM A SUA VIDA?


Ibovespa: +7,70%.

A maior alta diária desde 2020.

R$ 370 bilhões movimentados em um único pregão.

Agora vem a pergunta que considero mais importante:

Você sabe de quem é esse dinheiro?

Não estamos falando apenas de grandes bancos ou de investidores milionários.

Estamos falando de fundos de pensão, investidores institucionais, recursos de brasileiros e milhões de CPFs que participam, direta ou indiretamente, do mercado financeiro.

E aqui está o ponto que muita gente ignora:

A Bolsa não é apenas sobre ações.

Ela é sobre expectativas.

Expectativa sobre juros.

Inflação.

Câmbio.

Empregos.

Investimentos.

Consumo.

Crédito.

Crescimento econômico.

E, sim...

POLÍTICA.

Porque o mercado não espera o governo tomar uma decisão para reagir.

Ele tenta antecipar o que pode acontecer.

É por isso que uma mudança de expectativa pode fazer centenas de bilhões de reais mudarem de valor em poucas horas.


MAS CUIDADO COM UMA CONFUSÃO

R$ 370 bilhões não significam que R$ 370 bilhões entraram fisicamente na economia brasileira naquele dia.

Grande parte desse número representa valorização dos ativos negociados.

Mas isso não torna o movimento menos importante.

Pelo contrário.

O preço dos ativos é uma espécie de termômetro das expectativas sobre o futuro.

E expectativas movem dinheiro.

Dinheiro move investimentos.

Investimentos movimentam empresas.

Empresas geram empregos.

E empregos movimentam a economia.


E AQUI ESTÁ A PARTE QUE MAIS ME INTERESSA:

Riqueza não se cria em Brasília.

Ela é criada na indústria.

No comércio.

No campo.

Na tecnologia.

Na logística.

No empreendedorismo.

No trabalhador que produz.

Na empresa que investe.

Na inovação que aumenta produtividade.

Mas Brasília pode criar o ambiente para que tudo isso aconteça — ou dificultar.

Pode estimular investimento.

Pode aumentar incerteza.

Pode melhorar infraestrutura.

Pode aumentar custos.

Pode criar previsibilidade.

Pode gerar insegurança.

Pode facilitar o crescimento.

Ou pode tornar o planejamento empresarial muito mais difícil.


PARA QUEM TRABALHA COM LOGÍSTICA, ISSO É AINDA MAIS EVIDENTE.

Uma empresa não decide abrir um novo CD simplesmente porque encontrou um terreno.

Ela olha para:

juros + consumo + impostos + infraestrutura + crédito + câmbio + mão de obra + segurança jurídica + perspectivas econômicas.

Por isso, cada vez mais, um bom profissional de Logística e Supply Chain precisa entender o que acontece fora do armazém.

Porque o Supply Chain começa muito antes da doca.

Começa nas decisões que determinam o ambiente econômico.


ENTÃO, O QUE OS +7,70% ESTÃO NOS DIZENDO?

Talvez não estejam dizendo que a economia brasileira já mudou.

Talvez estejam dizendo que a percepção sobre o futuro mudou.

E existe uma diferença enorme entre as duas coisas.

O mercado pode acertar.

O mercado pode errar.

Mas ignorar seus sinais também pode ser um erro.


A ELEIÇÃO TERMINA NA URNA.

AS CONSEQUÊNCIAS ECONÔMICAS, NÃO.

A escolha de quem ocupa posições de poder pode influenciar decisões que chegarão, direta ou indiretamente, ao bolso de milhões de brasileiros.

Na aposentadoria.

No financiamento.

No emprego.

No investimento.

No consumo.

No empreendedorismo.

Na capacidade de uma empresa crescer.

E até na decisão de uma multinacional sobre onde colocar seu próximo centro de distribuição.


POR ISSO, TALVEZ A FRASE MAIS IMPORTANTE SEJA:

Riqueza não se cria em Brasília.

Mas a escolha de quem senta por lá pode definir o ambiente em que você vai criar, preservar ou perder riqueza.

R$ 370 bilhões em um pregão são impressionantes.

Mas existe algo muito maior em jogo:

os próximos 5, 10, 20 anos da economia brasileira.

E você não precisa ser economista, trader ou milionário para entender isso.

Você só precisa perceber que política e economia não vivem em mundos separados.

Elas chegam juntas à sua vida.


E você, acredita que movimentos como esse refletem apenas o mercado financeiro ou também uma mudança na percepção sobre o futuro do Brasil?

Quero saber sua opinião.

#Economia #Logística #SupplyChain #Investimentos #Ibovespa #Gestão #Política #MercadoFinanceiro #Brasil #Liderança #Estratégia #Inocentes




Contagem Regressiva Copa 2027 #03: Sam Kerr – A Artilheira Implacável da Austrália


​Perfil da Craque: Samantha May Kerr

​Dando seguimento à nossa série rumo à Copa do Mundo de 2027, destacamos a atacante australiana Sam Kerr, uma das artilheiras mais letais e carismáticas da história do futebol moderno.

​🌟 O Fenômeno Australiano

  • ​Recordes Absolutos: É a maior artilheira da história da seleção da Austrália (as Matildas), tendo ultrapassado marcas históricas e liderado seu país em campanhas inesquecíveis em Copas do Mundo e Olimpíadas.
  • ​Sucesso na Europa: Ídolo incontestável no Chelsea, Kerr acumulou artilharias e troféus consecutivos na Barclays FA Women's Super League, sendo peça fundamental na hegemonia dos Blues no futebol inglês.
  • ​Atuação Decisiva: Conhecida por sua impressionante impulsão no jogo Aéreo, velocidade avassaladora e precisão cirúrgica na grande área.

​Amanhã traremos o quarto episódio da nossa contagem regressiva!




segunda-feira, 5 de outubro de 2026

A ELEIÇÃO PASSOU PELAS URNAS. AGORA, O IMPACTO CHEGA À LOGÍSTICA BRASILEIRA


Por Fábio Inocente | Blog Inocente’s — Gestão, Logística & Tecnologia

O domingo, 4 de outubro de 2026, deixou uma mensagem clara para o ambiente empresarial brasileiro: o cenário político continua sendo uma variável estratégica para quem toma decisões de negócio.

No primeiro turno da eleição presidencial, Flávio Bolsonaro terminou à frente, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva alcançou 45,16%. Os dois disputarão o segundo turno em 25 de outubro, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Mas o que isso tem a ver com logística?

Praticamente tudo.

Porque logística não opera em uma bolha.

Ela depende de combustível, crédito, infraestrutura, comércio exterior, indústria, consumo, impostos, investimentos, mão de obra, tecnologia, transporte e, principalmente, previsibilidade.

E quando o ambiente político muda, o gestor de Supply Chain precisa olhar além da eleição.


O primeiro impacto aparece onde menos se espera: no planejamento

Uma operação logística eficiente precisa trabalhar com horizontes de médio e longo prazo.

Um gerente precisa decidir hoje:

  • quanto estoque manter;
  • quais contratos renovar;
  • quais transportadoras homologar;
  • onde abrir um novo CD;
  • quanto investir em tecnologia;
  • quais equipamentos adquirir;
  • como dimensionar a frota;
  • quais fornecedores desenvolver;
  • como estruturar o S&OP;
  • e qual nível de serviço oferecer ao cliente.

Todas essas decisões dependem de uma variável fundamental:

previsibilidade.

E é justamente nesse ponto que o cenário eleitoral ganha relevância.

A reação inicial dos mercados ao resultado do primeiro turno foi bastante forte. O Ibovespa atingiu níveis recordes e o dólar caiu abaixo de R$ 5, refletindo expectativas dos investidores sobre o cenário político e econômico.

Para a logística, entretanto, não basta comemorar ou preocupar-se com a cotação de um único dia.

O verdadeiro desafio é entender o que poderá acontecer nos próximos meses.


CÂMBIO, COMBUSTÍVEL E TRANSPORTE: UMA EQUAÇÃO SENSÍVEL

Grande parte da cadeia logística brasileira possui alguma exposição direta ou indireta ao câmbio.

Equipamentos, peças, sistemas, componentes eletrônicos, pneus, veículos, tecnologia, combustíveis e diversos insumos podem sofrer influência das condições econômicas internacionais.

Uma alteração cambial pode mudar custos de aquisição.

E custo de aquisição influencia:

estoque → transporte → armazenagem → preço → margem → competitividade.

É por isso que o profissional de Supply Chain não pode olhar apenas para o frete.

Ele precisa compreender a cadeia completa.


INFRAESTRUTURA: A ELEIÇÃO TAMBÉM PASSA PELAS RODOVIAS

O Brasil continua dependendo fortemente do transporte rodoviário.

Por isso, decisões governamentais relacionadas a:

  • concessões;
  • rodovias;
  • ferrovias;
  • portos;
  • aeroportos;
  • hidrovias;
  • energia;
  • infraestrutura digital;

podem modificar completamente a estratégia logística de uma empresa.

Uma nova rodovia pode mudar o desenho de uma malha.

Uma concessão pode alterar custos.

Um novo terminal pode reduzir lead time.

Uma ferrovia pode mudar a matriz de transporte.

Um investimento em infraestrutura pode transformar uma região inteira em um novo polo logístico.

Para o Supply Chain, política pública também é variável operacional.


E O CONSUMIDOR?

Existe outro ponto que merece atenção.

O resultado eleitoral também acontece em um país onde empresas precisam lidar com consumo, crédito, endividamento, inflação e confiança empresarial.

Se o consumo cresce, a logística precisa responder.

Mais pedidos significam:

mais estoque → mais separação → mais expedição → mais transporte → mais entregas.

Se o consumo desacelera, ocorre o movimento contrário.

O desafio passa a ser reduzir estoque, melhorar produtividade, rever contratos e proteger margem.

É justamente aí que entram conceitos como S&OP, Forecast, IBP, WMS, TMS, Lean, automação e analytics.


O NOVO CEO DA LOGÍSTICA É O DADO

Independentemente de quem vencer o segundo turno, uma conclusão permanece:

as empresas não podem construir suas estratégias logísticas baseadas em torcida.

O gestor precisa trabalhar com cenários.

Cenário otimista.

Cenário conservador.

Cenário de crescimento.

Cenário de retração.

Cenário de alta cambial.

Cenário de aumento de custos.

Cenário de expansão.

E, principalmente:

plano de contingência.

Essa é uma das maiores transformações da logística moderna.

O profissional deixou de ser apenas aquele que movimenta produtos.

Hoje, ele precisa compreender economia, tecnologia, comportamento do consumidor, riscos, geopolítica e estratégia empresarial.


O QUE O GESTOR DE LOGÍSTICA DEVE FAZER AGORA?

A resposta não é esperar o resultado definitivo.

É preparar a operação.

1. Revisar custos

Reavaliar transporte, armazenagem, mão de obra, contratos e produtividade.

2. Revisar contratos

Identificar contratos vulneráveis a inflação, câmbio, combustível e reajustes.

3. Trabalhar com cenários

Criar projeções para diferentes ambientes econômicos.

4. Proteger o caixa

Estoque excessivo também é dinheiro parado.

5. Aumentar produtividade

Automação, WMS, TMS, IA e analytics deixam de ser diferenciais e passam a ser ferramentas de competitividade.

6. Revisar a malha logística

Talvez o desenho que funcionava há dois anos não seja mais o melhor para os próximos dois.

7. Aproximar Logística e Finanças

O Supply Chain precisa falar a linguagem do CFO.

Custo, margem, capital empregado, giro, EBITDA e retorno sobre investimento também fazem parte da logística.


A GRANDE LIÇÃO DO DOMINGO

Existe uma diferença enorme entre reagir ao cenário e estar preparado para ele.

O resultado das urnas pode mudar governos.

Governos podem mudar políticas.

Políticas podem alterar o ambiente econômico.

E o ambiente econômico pode mudar a cadeia de suprimentos.

Por isso, o profissional de logística que pensa estrategicamente não pergunta apenas:

“Quem ganhou a eleição?”

Ele pergunta:

“O que esse novo cenário pode significar para minha operação, meus custos, meus clientes, meus fornecedores e minha estratégia de Supply Chain?”

Essa é a diferença entre administrar uma operação e gerenciar estrategicamente uma cadeia de suprimentos.


CONCLUSÃO

A eleição de 2026 ainda não terminou. O segundo turno está marcado para 25 de outubro.

Mas uma coisa já está definida:

o Brasil entrou novamente em um período de decisões.

E enquanto políticos discutem projetos para o país, empresas precisam discutir projetos para sobreviver e crescer.

Na logística, isso significa olhar para frente.

Planejar.

Simular.

Medir.

Digitalizar.

Reduzir desperdícios.

Proteger margens.

E preparar a operação para aquilo que ainda não aconteceu.

Porque Supply Chain de alta performance não tenta adivinhar o futuro.

Ele se prepara para diferentes futuros.


💬 E você, profissional de Logística e Supply Chain?

A sua empresa já está preparada para os possíveis cenários econômicos que podem surgir depois das eleições?

#Logística #SupplyChain #Gestão #SOP #IBP #Transportes #Armazenagem #Economia #Eleições2026 #Estratégia #Logistics #SupplyChainManagement #Liderança #GestãoEstratégica






Contagem Regressiva Copa 2027 #02: Alexia Putellas – A Lenda Viva do Futebol Espanhol


​Perfil da Craque: Alexia Putellas Segura

​Dando continuidade à nossa série rumo à Copa do Mundo de 2027, destacamos Alexia Putellas, uma das figuras mais emblemáticas e influentes da história do futebol feminino global.

​🌟 O Legado de Alexia

  • ​Pioneirismo em Premiações: Primeira jogadora espanhola a conquistar a Ballon d'Or e o prêmio The Best da FIFA, vencendo ambos de forma consecutiva (2021 e 2022).
  • ​Superação e Mentalidade: Após superar graves lesões com resiliência exemplar, retornou ao topo do futebol europeu mantendo sua genialidade na criação de jogadas e finalizações precisas.
  • ​Símbolo de uma Geração: Líder técnica tanto no Barcelona quanto na seleção espanhola, redefinindo o patamar de competitividade e profissionalismo da modalidade.