Blog do Fabio Jr

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quinta-feira, 31 de julho de 2014

Eu estive lá: Filipinas


Localização
As Filipinas são um arquipélago no Sudeste Asiático composto de mais de 7.000 ilhas, localizado entre o Mar das Filipinas e o Mar da China Meridional. Esse território nada contíguo é dividido em três grupos principais de ilhas: Luzon (no norte), Visayas (no centro) e Mindanao (no sul). Eu morei por alguns meses na capital, Manila, uma das cidades mais populosas do mundo (as Filipinas têm quase 100 milhões de habitantes), dividindo-me entre a vizinhança de Makati City, onde residia (aka o Leblon de Manoel Carlos filipino), e a de Quezon City (aka Madureira pinay – adjetivo que se refere a quem tem ascendência filipina), ambas na grande região de Metro Manila.
LÍNGUA
As Filipinas estiveram sob a influência espanhola por quase 4 séculos e foram um território estadunidense por 50 anos. Assim, pode-se concluir que todos os habitantes falam espanhol correntemente, certo? Não: os filipinos são fluentes em inglês e do espanhol herdaram apenas os nomes próprios, as placas de ruas e as denominações de alguns objetos. O tagalog (ou filipino) e o inglês são as duas línguas oficiais do país (dentre cerca de 80 idiomas falados no arquipélago).
Percebi que um dos indicadores sociais por lá era, justamente, o sotaque do inglês: quanto maior a verossimilhança com o acento norte-americano, maior a possibilidade de a pessoa pertencer a uma classe econômica privilegiada. Desse modo, desenvolvi (de início, de forma inconsciente; depois, ao me dar conta, voluntariamente) o meu próprio sotaque de inglês – algo próximo do acento do Borat – o que provavelmente deixava os pilipinos imaginando que eu vinha de um lugar muito underground.

Jeepney, o meio de transporte mais conhecido no país – uma criação filipina
Jeepney, o meio de transporte mais conhecido no país – uma criação filipina
COMIDA
Eu sempre fui fã da gastronomia como esporte radical; assim, não me assustei com a imersão na cozinha asiática. A comida filipina, em especial, não é das mais saborosas – me lembrou muito meus elaborados jantares, preparados sob a égide de receitas de Paulo Tiefenthaler, do Larica Total (“cozinha de guerrilha”). Mas, estando cercada de tantas boas cuisines internationales, me diverti muito: fui a restaurante indiano, cingapurense, persa, tailandês, japonês. Muitas vezes pedia a comida sem fazer ideia do que vinha, de propósito, só pra ter a surpresa.
No entanto, confesso que de vez em quando era brabo. Um dia recebi peixe frito com arroz para o meu café da manhã e, em outro, pensei ter pedido uma simples salada de manga com caranguejo desfiado e foi-me servido um primo do sarapatel. Quando descobri um fast food francês quase chorei de emoção por poder comer uma salada pela primeira vez, após um mês.
Além disso, sempre achei que não tinha frescura de comer qualquer bicho esquisito, legume exótico ou comida folclórica. Até o dia em que fui conhecer Binondo, a primeira Chinatown do mundo (localizada em Manila), quando encontrei a fronteira que separa homens de crianças. E bati em retirada para o McDonald’s.
A propósito, a primeira comida estragada na Ásia a gente nunca esquece.
foto 3
Lechon kawali: um dos pratos da cozinha filipina, de influência espanhola.
BEBIDA
Na linha das experiências gustativas, tive a oportunidade de tomar o pior refrigerante do mundo: Sarsi. Feito de salsaparrilha e vendido apenas no Sudeste Asiático, sua fábrica foi comprada pela Coca-Cola – evidentemente que toda essa informação eu só obtive após ter ingerido 10ml da gasosa, buscando no Wikipedia, instigada por saber de que era feito aquele líquido repugnante.
VESTUÁRIO
A despeito da larga influência ocidental, em um aspecto os filipinos mantêm tanto a sua tradição quanto a coerência com o clima dos trópicos: quando se trata de vestimenta formal. Nada de terno calorento, à la inglesa – nos compromissos oficiais os homens filipinos usam o barong tagalog. Homens pinoy sapateando – com louvor – na cabeça do macaquismo praticado pelos demais países periféricos.
foto 4 - esquerda
baralong tagalog masculino
foto 4 - direita
Binondo, a primeira Chinatown do mundo

ESPORTE
O esporte nacional é o basquete – o que me causou muita impressão, uma vez que a estatura média da população é de cerca de 1,55m. Há quadras de basquete por todos os lados (há a conveniência de elas serem menores e, assim, poderem ser mais numerosas e abrigarem mais filipinos, que são muitos). Segue-se, nessa preferência, o boxe inglês, certamente reflexo do soft power americano. De futebol, nem sinal.
Contemporaneamente, parece que os filipinos elegeram a corrida como atividade física preferida. Ao cair da noite (não sei se isso se relaciona com a obsessão nacional por uma pele clara, o que contarei posteriormente), saem pessoas de todos os cantos pra correr nas praças e calçadas.
RELIGIÃO
Os Filipinos são de uma religiosidade que nunca vi: sejam católicos (cerca de 80 por cento), sejam muçulmanos (aproximadamente 10 por cento), todos se dedicam com a maior honestidade de propósito à metafísica.
Certa vez, fazendo as unhas, em um dado momento todos no salão de beleza pararam suas atividades para fazer uma prece, acompanhados pela transmissão no rádio. No feriado da Páscoa – que lá começa naquinta-feira -, todo o comércio e serviços fecham as portas por 2 dias, período em que as pessoas se dirigem às igrejas ou às casas de seus familiares, no interior. Eu mesma me senti compelida a participar: fui à Penha local, Quiapo, e fiz a Visita Iglesia – uma peregrinação nas igrejas próximas. Pessoas acompanham em caravanas levando cruzes; outros se autoflagelam; uns poucos, mais radicais, se crucificam (ressalva: a prática é desencorajada pelo catolicismo e proibida a não-Filipinos). De impressionar a massa de católicos-não-praticantes brasileiros.
Decoração interior de um trycicle (triciclo)
Decoração interior de um trycicle (triciclo)
RELATIVISMO CULTURAL
Sei que diferença cultural é algo a se respeitar. Mas confesso que não me senti confortável nas algumas oportunidades – até então inéditas na minha vida – em que me deparei com mulheres usando niqab, aquele pano preto que cobre as mulheres da cabeça aos pés, deixando, apenas, uma fenda para os olhos. Há um considerável fluxo de muçulmanos no país, seja de nacionais – as filipinas muçulmanas são mais adeptas dohijab, véu que cobre apenas os cabelos e pescoço -, seja de estrangeiros – o país tornou-se um inegávelhub de turismo e de negócios no Sudeste Asiático. Imagino que seja a mesma consternação que a visão de uma mulata semi-nua sambando na Sapucaí deve causar aos mais conservadores visitando o Rio. Mas, ainda assim, sinto-me bem mais à vontade com popozudas de shortinho, habitués aqui do purgatório da beleza e do caos.
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Filipina muçulmana usando hijab
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Moça, provavelmente estrangeira, usando niqab













TRANSPORTE
Há muitos meios de transporte nas Filipinas. A grande dificuldade é conseguir circular no trânsito enlouquecedor. Sim, amigos: há congestionamentos piores do que os de São Paulo.
O meio de transporte mais conhecido – e exclusivo desse país – são os Jeepneys. Afora terem a tarifa mais barata dentre as demais opções, eles param em qualquer lugar para embarque e desembarque. Além disso, essa gambiarra automotiva – os jeepneys são os Jeeps usados pelas tropas americanas durante a II Guerra Mundial “alongados” – é um charme. Dentro dele cabem 20 passageiros filipinos – o correspondente a 8 brasileiros, no máximo.
Outro modal são os Trycicles (do gênero dos pedicabs ou rickshaws). Gente, esse é o melhor meio de transporte do mundo: quando eu descobri que eu poderia usá-los pra chegar no meu trabalho em Quezon City/Madureira (eles não circulam em Makati City), eu fiquei realizada!
Houve ainda um dia em que eu tomei outra condução em direção ao trabalho: uma carona na moto do MMDA officer – o correspondente ao nosso Guarda Municipal. Foi só emoção no transporte filipino, rs.
Trycicles (triciclos): eles podem ser acoplados a uma moto ou bicicleta.
Trycicles (triciclos): eles podem ser acoplados a uma moto ou bicicleta.
ESTRANHEZAS
É aquele lance da relatividade cultural: as coisas são certas ou erradas dependendo do lugar aonde você está. Aparentemente, nas Filipinas arroto e flatulência em público não só não são inadequados, como, às vezes pensava, são endossados. Por outro lado, percebi um certo desconforto com espreguiçamento ou bocejo na rua. Vai entender.
Banda cult filipina – Ang Bandang Shirley




terça-feira, 29 de julho de 2014

1+1=0 Entenda como isso é possível.

Trata-se de operações aritméticas com números binários sinalizados.

O sistema binário é uma representação numérica de base dois, em que toda quantidade é representada somente por dois símbolos, ou dois números, sendo eles 0(zero) e 1(um). Quase todos os computadores digitais utilizam a numeração binária como forma de leitura de comandos, devido a este fator o sistema de numeração se tornou muito importante. Em computação a abordagem é simples: 0 (zero), significa ausência de energia ; 1(um), significa energia. A base utilizada por nós, seres humanos é a base 10, de forma que as quantidades numéricas são representadas por 10 dígitos, qualquer valor representado na base 10, pode ser transformado em um valor na base 2, sendo a única diferença no valor é seu número de dígitos que será aumentado. Um dos problemas na interpretação desses números pelos computadores é a diferenciação entre números positivos e negativos e as consequências que tais dificuldades de sinalização trariam para as operações matemáticas (soma,subtração,divisão,multiplicação), seriam críticas logo para resolver os problemas foram criadas algumas abordagens para a diferenciação entre os números (positivos e negativos), como sinal e magnitude, complemento de 1 e complemento de 2.

Operações matemáticas

Adição

Regras básicas para adição de binários:
  1. 0 + 0 = 0
  2. 0 + 1 = 1
  3. 1 + 0 = 1
  4. 1 + 1 = 0 (Carry = 1) Ocorre o vai 1 (transporte de 1)

Exemplo

    ¹
  11010  
+ 10011  
 ------- 
 101101    
'Obs: Ei, lembre-se, você sabe que como se trata de adição de binários 1 + 1 é igual a 0, e não 2 como visto até o momento.

Subtração

Regras básicas para subtração de binários:
  1. 0 - 0 = 0
  2. 1 - 1 = 0
  3. 1 - 0 = 1
  4. 0 - 1 = 1 (o empréstimo igual a 1)

Exemplo

  11010 
- 10011 
 ------   
  00111
No Empréstimo vira 2 - 1 = 1

Multiplicação

Regras básicas para multiplicação de binários:
  1. 0 * 0 = 0
  2. 0 * 1 = 0
  3. 1 * 0 = 0
  4. 1 * 1 = 1

Exemplo

'  11                 1101
x 101                x 111
 -----               ------   
   11                 1101   
  00+                1101+    
 11+                1101+ 
 ----              -------- 
 1111              1011011 

Divisão

Para esta operação aritmética não utilizamos nenhuma regra especifica de números binários.
Ou seja utilizaremos as mesmas regras básicas da divisão decimal.
Outra forma, seria subtrair-se o dividendo com o divisor (dividendo-divisor)até que o resto seja menor que o divisor. E a cada subtração deve-se somar 1 (1 em binário) ao quociente que antes da primeira subtração é zero.

Exemplo

1ªForma:
  10100 | 101 
         -----
- 101     100 
  ----- 
    000   
ig>2ªForma:
10100102 ÷ 1002 = X2
quociente=0 ,[1010010 – 100] => [1001110], quociente=1;
quo=1 , [1001110 - 100] => [1001010], quo=10;
quo=10 , [1001010 - 100] => [1000110], quo=11;
...
quo=10011, [110 – 100] = [10], quo=10100;
Resto é menor que o divisor.
Quociente Inteiro: 10100
Resto Inteiro: 10.

Sinal e Magnitude

Na base 10(podendo utilizar em outras bases) a representação de um número positivo é feita apresentando somente o número, ou o número com um sinal(+), a esquerda, já os negativos possuem um sinal(-) a esquerda. Começando assim o problema como adicionar um símbolo a um número binário se um computador "entende" somente 1 e 0, assim a forma de representação de sinal e magnitude nos diz que um número binário de 8 dígitos ou seja 1 Byte(8 bits) o primeiro dígito da esquerda para a direita deve ser considerado o sinal, sendo 0 sinal positivo e 1 o sinal é negativo, de forma que se um número começar com o dígito 0 ele é positivo, e ao contrário, negativo (começando com 1). Os outros sete digitos representam a magnitude, ou o valor absoluto . Um dos problemas apresentados é que o zero pode ser representado de duas maneira, 00000000(+0) ou 10000000(-0), além disso para efetuar operações é sempre necessário observar o sinal.


Complemento de 1

Outra maneira de representar números binários negativos, consiste em inverter todos os bits, ou seja onde tem 0 ele é substituído por 1 e onde existe 1 é substituído por 0. Os números positivos permanecem inalterados, sendo o primeiro dígito o 0 e nos números negativos o primeiro dígito 1. Podendo representar o zero, 00000000 e 11111111.

Complemento de 2

Os números negativos nessa abordagem são representados primeiramente aplicando-lhes a regra do complemento de 1, ou seja inverte-se todos os elementos 0 por 1 e 1 por 0 e em seguida soma 1 ao resultado. O principal objetivo do complemento de 2 é trazer uma representação única ao número zero e possibilitar a soma de números positivos e negativos, sem se preocupar com os sinais, pois nessa abordagem a soma de números positivos e negativos pode ser feita normalmente como a soma de dois números positivos. Considerando que todos os números estão representados em complemento de 2, a soma de dois números pode ser feita independente do sinal de cada um e ainda tem como vantagem uma única representação para o zero.




Rodrigo Faro cantando A Thousand Years (trilha sonora de Amanhecer)

Super conhecido do público como apresentador e ator, Rodrigo Faro dá vazão à sua porção cantor na versão elegante e sincera do hit "A Thousand Years", sucesso na voz de Christina Perri e trilha sonora de Amanhecer. 
















Produção Musical - Afonso Nigro
Direção de Video - Halei Rembrandt
Violões - Willian Castro
Piano - Gileade Philip
Mixagem e Masterização - Luciano Nogara
Gravado no Karavelle Music
Agradecimento ao amigo Dinho Diniz

A THOUSAND YEARS
Heart beats fast
Colors and promises
How to be brave
How can I love when I'm afraid
To fall
But watching you stand alone
All of my doubt
Suddenly goes away somehow

One step closer

(Refrão)
I have died every day
waiting for you
Darlin' don't be afraid
I have loved you for a
Thousand years
I'll love you for a
Thousand more

Time stands still
beauty in all she is
I will be brave
I will not let anything
Take away
What's standing in front of me
Every breath,
Every hour has come to this

One step closer

(Refrão)
I have died every day
Waiting for you
Darlin' don't be afraid
I have loved you for a
Thousand years
I'll love you for a
Thousand more

And all along I believed
I would find you
Time has brought
Your heart to me
I have loved you for a
Thousand years
I'll love you for a
Thousand more

One step closer
One step closer

(Refrão)
I have died every day
Waiting for you
Darlin' don't be afraid,
I have loved you for a
Thousand years
I'll love you for a
Thousand more

And all along I believed
I would find you
Time has brought
Your heart to me
I have loved you for a
Thousand years
I'll love you for a
Thousand more

domingo, 27 de julho de 2014

Juan Raúl Echevarrieta: El terrible

Também conhecido como o homem dos sete instrumentos.

Veja algumas curiosidades:


Carreira

Vindo do Gimnasia y Esgrima La Plata, na qual integrou a melhor equipe do clube argentino de todos os tempos, é o décimo maior goleador da história do Palmeiras, com 105 gols, e o primeiro em média de gols com 105 gols em 127 jogos (média de 0,83 por partida).
Echevarrieta chegou ao Palestra em 1939 e sua estreia foi diante do São Paulo, numa vitória por 2x1, pelo paulista daquele ano. Naquela partida não marcou nenhum dos gols, mas mostrou que estava vindo para incomodar as defesas adversárias.
El terrible, como ficou conhecido, marcou o primeiro gol palestrino na história do Pacaembu e comandou o ataque Palmeirense na vitória sobre o São Paulo, no dia da Arrancada heróica. Foi campeão paulista em1940 e 1942. Também jogou no Santos, Ypiranga-SP e São Bento de Marília.

Títulos

  • Campeão Paulista pelo Palmeiras: 1940 e 1942