Blog do Fabio Jr

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segunda-feira, 24 de março de 2025

"O Perigo Invisível: Por Que Cruzeiros Apagam as Luzes ao Passar por Águas Perigosas"

 

Essa prática de instruir passageiros de cruzeiros a apagar as luzes e fechar as cortinas ao passar por determinadas águas está relacionada a medidas de segurança contra pirataria marítima. Isso acontece principalmente em áreas conhecidas por ataques de piratas, como o Golfo de Áden, entre o Iêmen e a Somália, e algumas partes do Sudeste Asiático.

O Perigo em Alto-Mar

Embora pareça algo de filmes de aventura, a pirataria moderna é uma ameaça real. Em certas regiões, grupos armados usam embarcações rápidas para abordar navios e realizar assaltos ou sequestros. Os piratas frequentemente exigem resgates milionários pela tripulação e passageiros, tornando esse um crime altamente lucrativo para essas facções.

Por Que Apagar as Luzes?

Ao passar por áreas de risco, as tripulações dos cruzeiros seguem protocolos rigorosos para reduzir a visibilidade do navio durante a noite. As luzes internas e externas são apagadas ou minimizadas, e os passageiros são orientados a fechar as cortinas para evitar que qualquer iluminação denuncie a posição do navio. Isso dificulta que piratas identifiquem e ataquem a embarcação.

Medidas de Proteção dos Navios

Além de escurecer a embarcação, muitos cruzeiros que passam por zonas perigosas adotam outras estratégias de defesa:

  • Rota e velocidade estratégicas: Muitos navios aumentam a velocidade e seguem rotas menos previsíveis para evitar encontros com piratas.
  • Equipes de segurança armadas: Alguns cruzeiros contratam forças de segurança privadas treinadas para repelir ataques.
  • Canhões de água e barreiras: Muitos navios possuem jatos de alta pressão e barreiras para dificultar a abordagem por pequenas embarcações.
  • Monitoramento constante: Cruzeiros e cargueiros em áreas de risco são frequentemente monitorados por forças navais internacionais, que patrulham os mares em busca de atividades suspeitas.

Casos Reais

Embora seja raro, já houve tentativas de ataque a cruzeiros de luxo. Em 2005, o navio de cruzeiro Seabourn Spirit foi atacado por piratas armados no Oceano Índico. Os criminosos dispararam armas e tentaram se aproximar em pequenos barcos, mas a tripulação conseguiu repelir o ataque usando canhões de som de alta frequência, que causam dor intensa e desorientação.

Esse tipo de ameaça levou as companhias marítimas a reforçarem seus protocolos de segurança, garantindo que passageiros e tripulação estejam preparados para situações extremas.

Portanto, embora assustadora, essa prática de escurecimento é uma medida preventiva para evitar chamar a atenção de possíveis ameaças e garantir a segurança a bordo.




domingo, 23 de março de 2025

O Governo e a Influência Mórmon em Utah: Passado e Presente


O estado de Utah tem uma relação única entre religião e governo, devido à forte presença da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (SUD), também conhecida como Igreja Mórmon. Desde sua fundação, Utah tem sido influenciado por essa instituição, tanto cultural quanto politicamente. Embora o estado seja oficialmente laico, a Igreja desempenha um papel significativo na sociedade e na política local.


1. Fundação e Primeiros Anos: O Estado Mórmon de Deseret

A história do governo em Utah começa com a migração dos mórmons para o Oeste dos Estados Unidos. Em 1847, Brigham Young liderou milhares de membros da Igreja Mórmon para o território do que hoje é Utah, buscando escapar da perseguição religiosa que enfrentavam no Leste.

  • 1849 – Criação do "Estado de Deseret": Antes de Utah se tornar um território oficial dos EUA, os mórmons tentaram estabelecer um governo teocrático chamado Estado de Deseret, cobrindo grande parte do Oeste americano (incluindo partes de Utah, Nevada, Arizona, Califórnia, Idaho e Wyoming).
  • 1850 – Formação do Território de Utah: O Congresso dos EUA não reconheceu Deseret e, em vez disso, criou o Território de Utah, colocando-o sob controle federal. Brigham Young foi nomeado governador territorial.
  • Conflito com o governo federal: A relação entre os mórmons e Washington foi tensa, especialmente por causa da poligamia, que era uma prática oficial da Igreja Mórmon na época. Isso levou à Guerra de Utah (1857-1858), um confronto entre os mórmons e o Exército dos EUA, que terminou com a deposição de Brigham Young como governador.

2. O Caminho para a Estadualização e a Condição para Entrar nos EUA

  • Poligamia como obstáculo: A Igreja Mórmon defendia publicamente a poligamia, o que impediu Utah de se tornar um estado por várias décadas. O governo federal aprovou leis para enfraquecer a influência da Igreja, como a Lei Edmunds-Tucker (1887), que confiscou bens da Igreja e removeu o direito de voto de mórmons polígamos.
  • 1890 – Renúncia oficial à poligamia: Para conseguir a aceitação como estado, a Igreja Mórmon aboliu oficialmente a poligamia em 1890, por meio do Manifesto de Wilford Woodruff.
  • 1896 – Utah se torna o 45º estado dos EUA: Após renunciar à poligamia e aceitar a separação entre Igreja e Estado, Utah foi aceito como um estado americano.

3. A Influência Mórmon na Política e no Governo Atual

Embora Utah seja oficialmente um estado laico, a Igreja Mórmon tem uma influência significativa na política e na cultura.

3.1. Composição Religiosa e Política

  • Dados recentes: Cerca de 60% da população de Utah pertence à Igreja Mórmon (esse número já foi mais de 90% no início do século XX).
  • Representação política: A maioria dos líderes eleitos no estado são membros da Igreja. O Partido Republicano domina Utah, e muitos políticos locais refletem valores conservadores alinhados com os ensinamentos da Igreja.
  • Exemplo recente: Mitt Romney, ex-governador de Massachusetts e ex-candidato presidencial, é um mórmon proeminente e representou Utah no Senado dos EUA.

3.2. Leis e Políticas Influenciadas pela Cultura Mórmon

Algumas políticas estaduais refletem princípios da Igreja, mesmo que a religião não seja oficialmente parte do governo.

  • Leis sobre álcool: Utah tem algumas das leis mais restritivas sobre consumo e venda de bebidas alcoólicas nos EUA. Até 2019, bares e restaurantes eram obrigados a manter uma "parede de Zion" (uma barreira que escondia a preparação de bebidas alcoólicas do público).
  • Casinos e apostas: Jogos de azar são proibidos no estado.
  • Educação e valores familiares: A educação sexual nas escolas é mais conservadora, enfatizando a abstinência.
  • Direitos LGBTQ+: Utah tem avançado lentamente em questões LGBTQ+, mas ainda enfrenta desafios devido à influência religiosa. Em 2015, a Igreja apoiou uma lei antidiscriminação que protege LGBTQ+ no emprego e na habitação, mas mantém sua doutrina contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

3.3. Economia e a Influência da Igreja

  • O lado empresarial: A Igreja Mórmon controla várias empresas e propriedades em Utah, incluindo bancos, hotéis, empresas agrícolas e redes de mídia (como o jornal Deseret News).
  • Forte influência em instituições de caridade: A Igreja Mórmon administra programas de assistência social e ajuda humanitária dentro e fora do estado.

4. Utah nos Dias Atuais: Laico, mas com Raízes Mórmons

Embora Utah seja constitucionalmente um estado laico, é impossível ignorar a influência cultural e política da Igreja Mórmon.

4.1. Mudanças Recentes

  • Aumento da diversidade religiosa e secularismo: A porcentagem de mórmons praticantes vem caindo, especialmente entre os jovens. Salt Lake City, a capital, tem uma população mais diversa, com um número crescente de não religiosos e membros de outras denominações cristãs.
  • Movimentos progressistas crescendo: Embora Utah continue sendo um estado conservador, tem havido avanços em direitos civis, proteção ambiental e aceitação da diversidade cultural.

4.2. Utah no Futuro

  • A tendência indica que Utah continuará a ser um estado fortemente influenciado pela cultura mórmon, mas com uma população cada vez mais diversificada. A separação entre Igreja e Estado é respeitada no nível institucional, mas na prática, a política, a economia e os valores sociais ainda são fortemente moldados pela tradição mórmon.

Conclusão

Utah é um exemplo raro nos EUA de um estado onde uma única religião teve um papel fundamental na fundação e no desenvolvimento do governo. Apesar de ter um sistema de governo democrático e laico, a Igreja Mórmon continua a desempenhar um papel influente na política, na cultura e na economia do estado. Contudo, mudanças sociais e a crescente diversidade da população sugerem que essa influência pode diminuir nas próximas décadas, levando Utah a uma identidade política e social mais pluralista.





Pitágoras e a Harmonia dos Números: A Filosofia que Moldou o Mundo Antigo


Pitágoras foi um dos primeiros e mais influentes mestres da Grécia Antiga. Nascido em 570 a.C. na ilha de Samos, ele viajou extensivamente pelo Egito, Babilônia e outras regiões em busca de conhecimento, absorvendo influências filosóficas, matemáticas e religiosas. Ao retornar, fundou a Irmandade Pitagórica, uma escola filosófica e mística que combinava ciência, espiritualidade e ética, impactando profundamente pensadores como Sócrates, Platão e Aristóteles.

A Escola Pitagórica não era apenas um centro de aprendizado, mas também uma comunidade fechada, na qual os discípulos seguiam rígidas regras de conduta, incluindo o silêncio e a lealdade absoluta. Para os pitagóricos, o estudo da Geometria, Aritmética, Música e Astronomia não era apenas uma busca intelectual, mas um caminho de purificação espiritual, capaz de elevar a alma e revelar as leis ocultas do universo.

O cerne dos ensinamentos de Pitágoras era a crença de que os números são a essência de todas as coisas. Ele e seus seguidores acreditavam que o mundo era regido por princípios matemáticos que determinavam a ordem e a harmonia da existência. A matemática, para eles, não era apenas uma ferramenta de cálculo, mas um meio de compreender a estrutura profunda do cosmos.

Os pitagóricos perceberam que a harmonia musical era governada por relações numéricas, como intervalos baseados em proporções simples. A partir disso, estenderam essa lógica para o universo, afirmando que o Cosmos segue uma ordem matemática. Para eles, os movimentos celestes, as estações do ano e até os opostos da natureza—dia e noite, quente e frio, masculino e feminino—eram manifestações de uma harmonia universal sustentada pelos números.

Quando questionado sobre sua escolha de vida, Pitágoras se autodenominou um "filósofo", termo que ele próprio popularizou, significando "aquele que ama a sabedoria". Ele explicou sua visão com uma metáfora profunda:

"Alguns são influenciados pelo amor à riqueza, enquanto outros são levados pela febre louca por poder e dominação. Mas o melhor tipo de homem se entrega à descoberta do significado e propósito da própria vida. Ele procura desvendar os segredos da natureza. Este é o homem que eu chamo de filósofo, pois, embora nenhum homem seja completamente sábio em todos os aspectos, ele pode amar a sabedoria como a chave para os mistérios do universo."

A influência de Pitágoras transcende os séculos, sendo um dos pilares da matemática, da filosofia e da compreensão da harmonia universal. Seu legado continua vivo, inspirando estudiosos e místicos até os dias de hoje.




O fim da mitologia grega



Os gregos antigos (e romanos também) viam o tempo do mundo como diferentes periodos, um sucedendo ao outro, sendo uma era inferior a era anterior. 

Se todos os mitos gregos forem analisados com um todo, é possivel ver uma história fantastica que de fato se "encerra".


Como sabemos, primeiro reinou Urano, o Céu, em uma época sem homens (talvez tivesse já animais), quando tudo era jovem ainda pois tudo era recem-criado. 


Mas Gaia colocou Cronos contra ele, e ai Cronos passou a reinar no mundo inteiro, na sua época os deuses Titãs criaram coisas diversas e estabeleceram as leis do mundo, a humanidade surgiu e o mundo estava na Era de Ouro.

 Cronos também irritou Gaia, então ela apoiou Zeus contra ele, e Zeus se tornou o próximo rei do mundo. Conforme o padrão, Zeus também irritou ela, mas dessa vez ela não tinha outro para usar (afinal, Zeus aprendeu a lição através de seus pais e devorou a própria esposa para evitar o ciclo, embora Atena ainda fosse nascer, mas ela não era aquela destinada a vence-lo,e então ele se casou com outras esposas), então ela produziu seus próprios filhos para derrubar o Olimpo, os Gigantes e Tifão, mas Zeus e os Olimpianos derrotaram eles, Gaia então aceitou a derrota e decidiu ficar na dela, e Zeus se tornou de fato o governante supremo.


Todos esse eventos pertubou a natureza, e a era do ouro decaiu na era de prata onde os homens viviam em cavernas, longe do fogo e em meio as feras selvagens. 


Prometeu entregou o fogo de Hefesto e as artes de Atena aos homens, permitindo eles construirem a civilização (essa historia tem muitos outros detalhes interessantes mas não dá pra colocar aqui pra evitar que o texto fique longo). Zeus precisou então causar mal a civilização humana, e para isso ele entregou Pandora com um jarro cheio de males para Epimeteu, o deus representante da humanidade, ela o abriu e a civilização humana foi afligida por todo tipo de male desde então, e Zeus assim fez uma divisão clara de imortais (que vivem na facilidade) e mortais (que vivem afligidos pelo cansaço e dor do trabalho), levando a era do Bronze.


Durante a era do bronze apareceu vários heróis e o final dessa era é chamada de era dos heróis por conta disso. 

Muitos eram filhos de seres divinos, outros não, mas todos eram fisicamente incriveis e estavam em busca de glória e honra. 


Os primeiros herois fundaram cidades e beneficiaram seus povos (Cécrope, Perseu, Cadmo, Pelasgo, etc).

 Mas os heróis depois começaram a se tornar mais gananciosos e falhos, com suas histórias terminando em tragédias (Héracles, Jasão, Teseu, Pélope, etc). 


Por fim, os heróis ficaram tão moralmente corruptos que eles se mataram nas duas guerras de Tebas (Adrasto, Eteócles, Tideu, Anfiarau, etc) e na guerra de Troia (Aquiles, Hector, Paris, Agamenon, etc).


Os heróis que invadiram Troia cometeram crimes tão horriveis que TODOS os deuses concordaram que eles não deviam voltar para casa. 


Os barcos deles se perderam no mar e a vida deles terminou em tragédias (ou eles tiveram que fundar colonias em outras terras). 

Zeus então proibiu os deuses de se relacionarem com os mortais novamente, e assim ele decretava o fim da raça dos heróis.


Zeus uns anos antes da guerra tinha amaldiçoado Afrodite a se apaixonar por um mortal (Anquises), fazendo no final ela perceber o quão errado é fazer deuses imortais se apaixonarem por mortais, e jurou que não iria mais fazer isso.


 Dessa forma, os deuses viveriam a parte da humanidade, não mais caminhando entre eles, nem mais tendo filhos com eles.


Começa a era do ferro, a pior era de todos no quesito moralidade e no quesito beleza do mundo, mas o ser humano agora estava mais livre para seguir seu próprio caminho, pois antigo eram os dias que Zeus punia Prometeu por criar a civilização, e antigo era os dias quando ele puniu Asclépio por ressuscitar os mortos com sua própria medicina, agora o ser humano podia ir atras de suas próprias conquistas. 


O ser humano precisava manter sua piedade e honrar os deuses, mas ainda assim a humanidade conseguiu finalmente sua liberdade dos deuses, e se tornaram os verdadeiros herdeiros do mundo. 


Claro que ainda havia histórias de uma ou outra pessoa que nascia dos deuses (Romulo e Remo), mas no geral, os gregos e romanos acreditavam que a era dos mitos tinham terminado após o "retorno" tragico da ultima geração de herois a suas terras ou novas terras.


Texto de Vinícius Borges