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sábado, 29 de março de 2014

Matthias Sindelar, O jogador que desafiou Adolf Hitler


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O começo da carreira
Matthias Sindelar nasceu em 10 de fevereiro de 1903 na aldeia Austro-Húngaro de Kozlau , agora região da República Checa, mas ao completar dois anos, ele e sua família logo mudaram se para Viena, na Áustria. Nas ruas da sua nova cidade, sua fama foi surgindo com o passar dos anos ao praticar uma espécie de futebol com uma bolinha de trapos e pedaços de pano. Seu talento em driblar era algo extraordinário.
Quando completou 16 anos, as ruas de Viena não eram mais suficientes para ele e logo Sindelar começou a procurar um clube onde pudesse praticar verdadeiramente o futebol. Encaminhado por um professor especializado em descobrir novos talentos, o jovem craque chegou ao ASV Hertha, clube no qual ganhou sua primeira experiência de jogo regular em um ambiente estruturado.
Não demorou muito para que Sindelar chegasse ao time principal. Já apelidado de Der Papierene (Homem de papel) devido ao seu porte físico e leveza, ele rapidamente atendeu as expectativas dos dirigentes, marcando gols regularmente no campeonato austríaco de 1921 e assim tornando-se titular incontentável da equipe.
A grave lesão
Já em sua terceira temporada como profissional, o talento prodigioso sofreu uma grave lesão em 1923. Todos temiam pelo fim de sua carreira, mas o cirurgião Dr. Hans Spitzy garantiu que ele seria capaz de retomar ao futebol. O tratamento foi um sucesso e a partir desse momento Sindelar decidiu mudar o seu estílo de jogo, evitando o contato físico e aprimorando sua técnica de armação, um estilo que se tornou sua marca.
A volta por cima de Sindelar
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Após se recuperar totalmente da lesão, O “homem de papel se desligou do ASV Hertha e saiu a procura de outro clube. Sem querer sair de Viena, preferiu assinar um contrato com o Sportvereinigung (que em 1926 adotou o nome Áustria Viena , na época um pequeno clube da cidade. Depois dos problemas iniciais para se adaptar a seu novo clube , o jogador deu a volta por cima e logo se tornou um herói da torcida quando ajudou o time a conquistar o troféu da Taça da Áustria em 1926, 1927 e 1930.
Sua carreira pela seleção
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Em 1926, Sindelar estreou com apenas 23 anos na seleção austríaca na vitória por 2 a 1 em cima da Tchecoslováquia. Ele marcou um dos gols.
No entanto, sua habilidade individual e a forma que tentava passes de efeito lhe renderam uma enorme restrição nas convocações do país, principalmente devido a interferência do capitão da época Hugo Meisl, que o considerava um jogador egoista.
O retorno e o surgimento do “Wunderteam
Em 1931, após inúmeros pedidos de torcedores e da mídia, a Federação Austríaca de Futebol resolveu reconvoca-lo para os amistosos internacionais.
Em sua reestreia, a Áustria venceu a seleção escocesa por 5 a 0, equipe que até então nunca havia sido goleada. A vitória assombrou a todos e marcou o início de uma geração histórica conhecida até hoje como o “Wunderteam (Time maravilhoso).
O agora capitão da equipe, Sindelar dirigiu a Áustria a venceu a Copa Internacional da Europa Central (torneio precursor da Eurocopa) em 1932.
A Copa do Mundo de 1934
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Em solo suíço, a equipe austríaca desembarcou com uma das favoritas ao título. O Homem de papel, agora com 31 anos não foi tão brilhante com se esperava, porém conseguiu ajudar a seleção a chegar no quarto lugar do Mundial. Ele fez apenas 1 gol no torneio.
Um ato de repúdio ao Nazismo
Exatamente no dia 12 de março de 1938, as tropas nazistas invadiram a Áustria para anexar o país à Alemanha. Adotando o que foi feito por Mussolini, Hitler tentou usar a Copa do Mundo que aconteceria a 3 meses para fazer propaganda de seu regime. Sabendo que sua seleção não era tão forte, ele resolveu trazer os jogadores austríacos para a seleção da Alemanha, visto que eles eram considerados um dos melhores do continente.
Com medo, a maioria dos jogadores austríacos convidados aceitaram a proposta, mas Sindelar recusou. Esse ato enfureceu o Führer alemão.
A gota d’água para Hitler
No dia 3 de abril de 1938, Hitler marcou um amistoso entre Alemanha e Áustria, como forma de celebrar a anexação. Jogando pelo seu país, Sindelar foi brilhante, e chamou a atenção pelo exagero na comemoração de seu gol, o primeiro do jogo, celebrando-o de modo extravagante em frente ao palco das autoridades nazistas e zombando dos militares presentes.
Após o jogo que terminou 2 a 0 para a Áustria, Hitler não assimilou aquele gesto e assim declarou: “Sindelar não pode jogar futebol nem atravessar as fronteiras”, dando a entender que aquele seria o último jogo oficial do jogador.
A consequência e a misteriosa morte de Sindelar
A raiva de Hitler só foi expressa seis meses mais tarde: No dia 22 de janeiro de 1939, na cidade de Viena, bombeiros encontraram o craque morto ao lado da companheira, supostamente sufocados por um vazamento de gás.
O funeral foi assistido por 40 mil pessoas, mesmo perante a ameaça nazista e até hoje o nome de Mathias Sindelar foi imortalizado na história como um símbolo de fidelidade e amor ao seu país.


Um comentário:

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